Como saber se o órgão é um bom pagador?

Como saber se o órgão é um bom pagador?

Após conquistar seu cliente todo fornecedor espera ser pago. Saber se o órgão é o não um bom pagador antes de entrar em uma licitação pode salvar o licitante de amargar um prejuízo quando aquele não honrar com os pagamentos devidos.

Vamos lhe ensinar aqui como se proteger da inadimplência da administração pública.

Se você se interessou pelo assunto, continue a leitura!

O medo do mau pagador.

Se há algo que aterroriza qualquer empresário pode acreditar que é um mau pagador. E ele tem motivo para isso. Afinal, não foi só investido dinheiro para criar seu produto ou elaborar seu serviço, mas também empregado tempo e energia. No final, quem não vai querer receber por isso?

O mesmo pode ser dito dos licitantes. De fato, existe até o grupo que foge das oportunidades proporcionadas pelas compras governamentais justamente pela insegurança que sente no pagamento de contrato feito com a Administração Pública.

No entanto, ficar de fora de um negócio tão rentável, tão amplo e com uma periodicidade e certeza de demanda tão assegurada também não é a melhor opção.

Na realidade existem algumas artimanhas possíveis para se desviar dos “calotes” e se direcionar apenas para os melhores (a mais seguros) negócios. Abaixo listaremos algumas que você pode começar a adotar hoje mesmo.

Pesquise seu cliente

Pode acreditar, procurar saber quem é o seu cliente não faz mal nenhum. Quando as empresas realizam seus grandes negócios é comum que façam uma pesquisa sobre o seu futuro cliente com o objetivo de verificar sua situação financeira, obter referência comerciais e realizar uma análise de risco. Tais cuidados devem ser igualmente adotados quando os licitantes forem negociar com as instituições públicas.

Vender para o governo, como já explicamos aqui, é uma alternativa muito interessante para pequenas ou grandes empresas. No entanto é sempre bom alertar: essa ótima oportunidade deve estar constantemente associada às boas práticas de negócio. E uma boa e completa análise de risco com certeza é uma delas.

Analise de risco

A análise de risco compreende muitas coisas. Uma leitura detalhada do edital, para um bom entendimento, a atenção aos documentos necessários e a garantia do cumprimento do contrato estabelecido, por exemplo.

E verificar se o órgão contratante é um bom pagador também faz parte de uma boa análise de risco. Afinal de contas, a adoção desse cuidado é fundamental para os licitantes na medida em que evita problemas e preocupações.

Então, fica a dica: se previna de más negócios!

 

 

O quanto esperar pelo seu pagamento

Já dedicamos um texto especialmente para falar sobre os prazos de pagamento nas licitações, como você pode conferir aqui.

Se você questionar o que a Lei Geral (Lei n° 8.666/93) diz sobre o assunto, a resposta já estará bem definida. O pagamento deve ocorrer no prazo máximo de 30 dias após o atestado de recebimento da nota fiscal pela unidade administrativa.

Porém, assim como já lhe alertamos quando falamos sobre os prazos, o tempo gasto para atestar a nota fiscal, emitir o empenho, realizar a liquidação da nota e programar o pagamento, normalmente é superior a 30 dias. Em alguns casos pode chegar a 120 ou ainda mais.

Reafirmando: pesquise o órgão para o qual está pensando em fornecer. Ou você poderá comprometer seriamente o fluxo de caixa e até a existência da sua empresa.

Bom ou mau pagador: como saber?

Existem duas alternativas possíveis para descobrir se um órgão público contratante é um bom ou mau pagador. As duas se baseiam em pesquisa e ferramentas de busca. E as duas também estão pautadas no princípio da transparência, sustentado pela Constituição Federal.

De fato, a população tem o direito de acesso e de informação. E isso vale para o que é feito com os recursos públicos e como os recursos são repassados para os estados, os municípios e outros entes públicos.

Para isso, o Portal da Transparência e o site do próprio órgão de interesse podem ser grandes aliados nesta busca por informações e como medida de precaução.

Busca no Portal da Transparência

Lançado pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União em 2004, o Portal da Transparência do Governo Federal é um site de acesso livre, no qual o cidadão pode encontrar informações sobre como o dinheiro público é utilizado, além de se informar sobre assuntos relacionados à gestão pública do Brasil.

Desde a criação, a ferramenta ganhou novos recursos, aumentou a oferta de dados ano após ano e consolidou-se como importante instrumento de controle social, com reconhecimento dentro e fora do país.

Para checar a saúde financeira do órgão que está contratando o licitante pode servir-se de alguns recursos disponibilizados pelo Portal da Transparência.

Nesta seção você pode acompanhar a execução da receita de todos os órgãos superiores, fazendo o comparativo ente o orçado e o realizado.

Nesta outra seção você consegue checar, por localidade – estado e municípios, qual foi o valor em recursos repassados para cada local. Ao clicar no estado do mapa interativo ele ainda abre um novo mapa que mostrará os repasses por cidade.

Desta forma o licitante tem a informação se há uma ausência real de recursos para que o órgão salde suas obrigações.

Por lei (Lei de Responsabilidade Fiscal) o Poder Executivo deverá, em até 30 dias após a publicação dos orçamentos, estabelecer a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso. Assim sendo, se a Administração licitou um produto é porque havia verba disponível para pagamento do fornecedor.

Visite a “casa” dele

Outra forma de saber se um órgão é um bom pagador é pesquisar no site da própria entidade. Ou seja, “visitar a casa do cliente” para conferir se as suas contas estão em dia.

Nestas visitas os licitantes têm acesso a uma série de informações estratégicas, como, por exemplo: a natureza das despesas, a execução orçamentária, os balancetes e a dívida pública. Além da tão importante LOA – Lei Orçamentária Anual.

site da Prefeitura de São Paulo

Saber se a casa está em ordem pode lhe ajudar a entender se o seu “cliente” terá subsídios para atender ao contrato ou se atrasará este pagamento. E você então poderá ter a chance de decidir se irá ou não participar daquela licitação.

Use tais ferramentas, disponíveis para qualquer cidadão, a favor da saúde da sua própria empresa. Confira como andam os entes para os quais você pretende fazer negócios, e se proteja daqueles que já estão muito próximos de estourar suas despesas previstas.

Proteja a sua empresa de mau pagadores e fique de olho naqueles que podem lhe oferecer um bom negócio.

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